O dia a dia de um advogado pode ser bem atribulado. Em meio a tantas obrigações atinentes à profissão, é fácil se perder, porém, quando se trata de patrimônio alheio, qualquer mísera desorganização pode acarretar prejuízos inestimáveis. É nesse contexto que se faz fundamental a presença de um profissional que lhe ajude com muitos dos procedimentos que fazem parte do mundo jurídico e que precisam ser seguidos à risca para garantir a efetividade de um bom escritório de advocacia.

Para tanto, existem os “Controllers Jurídicos”. Esses profissionais, em sua essência, são responsáveis pela administração geral do escritório, controlando a agenda e os prazos, dando suporte no contato direto com os clientes e garantindo o bom funcionamento operacional. Mas não se engane com suas funções, a um primeiro olhar, podem parecer apenas atribuições de um simples (mas não menos importante) assistente jurídico, porém, o Controller pode desempenhar variadas funções, de modo a ocupar diversos “níveis” de um escritório.

Por exemplo, o Controller pode dar apoio de maneira mais operacional de fato, entrando em contato com clientes para obter informações e documentos necessários para o bom deslinde dos casos, incluindo prazos no sistema e ajudando os advogados a agendarem reuniões ou se organizarem para que não percam suas audiências. Em escritórios de médio porte, o Controller já pode atuar também como um gestor, supervisionando setores a fim de garantir o efetivo funcionamento dos procedimentos ou implantando novas ideias para maximizar a capacidade de produtividade dos advogados e demais funcionários.

Já em grandes escritórios, com um efetivo significativo, é ainda mais difícil para os sócios manterem o controle sobre a parte operacional de seu escritório, a qual, convenhamos, é o coração da firma, afinal, a partir da contratação por um cliente, é esta esfera que produzirá efeitos de modo a atrair ainda mais oportunidades ou afastá-las de uma vez. Portanto, em casos como este é imprescindível que haja um setor chamado de Controladoria, e o Controller, que deve possuir princípios e ideais bem alinhados aos dos sócios, será incumbido de manter a cultura e o padrão de tudo aquilo que é elaborado, influenciando diretamente na qualidade do serviço prestado.

A profissão vem crescendo por todo o Brasil, contudo, ainda há divergências sobre a formação acadêmica necessária ao Controller, visto que, apesar de ser uma atividade de apoio ou gerencial, é inequívoco afirmar que um profissional que atua diretamente com o Direito precisa de conhecimento técnico e experiência na área. Entretanto, em que pese essa discordância, é fato que um bom senso de organização, muita atenção e prestatividade são requisitos fundamentais para se compor um bom profissional.

E aí doutores, já estavam antenados com as diversas atribuições de um Controller Jurídico? Com a advocacia elevando seu patamar ao longo dos anos, sugiro que avaliem a possibilidade de contratar alguém para ocupar essa função específica (que pode ser desempenhada até mesmo em home-office), pois, com alguém focado no operacional, é possível adquirir mais conhecimento, elevar a qualidade de vossos serviço e focar em expandir seu escritório.

Escrito por Vitor Vidal