A advocacia 4.0 já está se consolidando e envolve não só novas áreas de atuação, mas também novas formas de atendimento e de desempenho da função. Agora temos consciência que o nosso escritório de advocacia é o nosso negócio e deve ser tratado como tal. Assim, tudo que fizemos deve servir ao propósito de desempenhar o melhor trabalho possível para nossos clientes. E a Inteligência Artificial tem papel fundamental nesse sentido.  

A DIFERENÇA ENTRE AUTOMATIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Já vimos aqui no blog LITIVE que as LegalTechs agregam muito ao desempenho de nossa função, principalmente no que tange ao tempo, pois entregam automação de diversos processos e agilizam atendimentos e outros de serviços, ao passo que mantêm a qualidade na entrega.

E ressaltamos aqui a importância e o valor dessas ferramentas, que fornecem dados de forma didática e rápida (prazos, audiências, etc.), sem deixar escapar nada de suas demandas. Entretanto, grande parte delas não se caracterizam como Inteligência Artificial. Mas por quê?

Vejamos, Inteligência artificial consiste em um programa que possui uma coletânea de dados –chamado também de BIG DATA – e que consegue fazer interações lógicas entre esses dados, chegando em um resultado útil. Ou seja, a inteligência artificial utiliza algoritmos de busca em diversos bancos de dados diferentes e consegue compreender quais deles se correlacionam, por isso é capaz de entregar documentos, julgados, contratos e outros resultados que fazem total sentido.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PRÁTICA

Por isso a Inteligência Artificial é muito útil dentro do Direito, por vezes perdemos muito tempo nos dedicando a uma pesquisa, sendo que um programa poderia encontrá-lo com muito mais facilidade. Conseguem perceber o poder que a IA tem de potencializar o trabalho do advogado?

Mas e a geração de contratos e petições, como é feita? Inteligências Artificiais conseguem até mesmo aprender “sozinhas” a executar tarefas, porém, independente do seu nível, o que ela faz é reproduzir padrões, ou seja, é extremamente útil para questões repetitivas.

Por isso ela é Interessante especialmente para escritórios mais “massificados”, que cuidam de muitos processos judiciais, especialmente aqueles de cobrança e execuções. A Inteligência Artificial pode favorecer a atuação destes, uma vez que consegue gerar diversas petições e interpelações judiciais de uma só vez.  

NOVOS CAMINHOS A SEREM TOMADOS

Lembrem-se a Inteligência Artificial não é um problema, ela é a solução. Isto porque, primeiramente, o programa não pode substituir o advogado, pois pode incorrer na hipótese de quebra de sigilo cliente e advogado. Segundo que advogar é, em seu cerne, atendimento ao cliente. Como mencionado no início, ele é o foco da advocacia e um robô nunca seria capaz de prover o que um ser humano pode proporcionar.

Por fim, nem mesmo o ROSS – Advogado Robô, que é o software mais avançado do mundo atualmente em termos de IA jurídica – consegue minutar documentos com alta especificidade, visto que só consegue repetir padrões. Assim, como vimos aqui, os pontos positivos superam os negativos e cultivar a cultura da inteligência artificial é fundamental para a transformação do advogado, pois essa quebra de paradigma pode alavancar sua advocacia para outro patamar.

Escrito por Vitor Vidal