Desde o início do século vimos transformações impressionantes, que a humanidade sequer poderia imaginar. Diante disso, diversas profissões desapareceram ao longo do tempo enquanto outras surgiram e ganharam grande importância dentro da sociedade.

Nesse contexto os escritórios de advocacia começaram a ser tratados como verdadeiras empresas, com departamentos que cuidam do marketing, RH, finanças e relacionamento com o cliente. Isso abriu espaço para que profissionais que sentiam vontade de estar envolvidos com o mundo jurídico, pudessem ser inseridos, mesmo que sejam formados em outras áreas. Veja só:

I – ENCARREGADO (DPO) DE DADOS

O Encarregado ou DPO (Data Protection Officer) é o profissional que trabalha com a administração de informações pessoais de terceiros dentro de uma empresa. A profissão surgiu com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (https://bloglitive.com.br/um-primeiro-contato-com-a-lei-geral-de-protecao-de-dados/), a qual, em seu Art. 41 determina que o Controlador deverá indicar um Encarregado que será responsável pela gestão dos dados. Ainda, segundo o §1º do referido artigo, a empresa controladora deverá divulgar publicamente um canal para contato com o Encarregado, preferencialmente em ambiente eletrônico (site).

Já o §2º do Art. 41 traz principais atribuições de um DPO como: (i) aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências; (ii) receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências; (iii) orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais; e (iv) executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares.

Por fim, é importante destacar que, apesar da profissão exigir um bom conhecimento sobre legislação, especialmente sobre a LGPD e o Código de Defesa do Consumidor, essa posição não precisa ser ocupada por um Advogado, portanto, é uma opção interessante para aqueles que querem trabalhar com assuntos legais, mas não sentem vontade de prestar a prova da OAB por exemplo.

II – HEAD DE INOVAÇÃO

Como já exposto neste artigo, os escritórios vêm sendo vistos e tratados cada vez mais como verdadeiras empresas e estas precisam se renovar constantemente. E Como fazer isso? Exato! A Resposta é a Inovação.

O Head de Inovação é a pessoa que tem como principal função “abrir a cabeça” dos sócios e demais funcionários do escritório. Devem ser profissionais atentos, que não perdem o timing sobre as questões mais atuais e relevantes no mercado e que sejam capazes de revolucionar o modus operandi do local de trabalho. No contexto dos escritórios, o “Head” é responsável por fazer com que os Advogados não parem no tempo, apresentando-lhes novas tendências de atendimento, marketing, gestão e, até mesmo novos produtos e conceitos que têm alto potencial para o médio e longo prazo.

O Head de Inovação também está enquadrado nas profissões que não dependem de OAB e sequer de bacharelado em Direito, porém, para trabalhar na área jurídica é necessário que ele esteja disposto a conhecer muito sobre o funcionamento da Advocacia 4.0 (https://bloglitive.com.br/a-advocacia-4-0-na-pratica/) e da instrumentalização (leia-se: aplicação prática) da inovação no Direito.

– AINDA HÁ MUITO MAIS POR VIR

Apesar de dissertar sobre apenas duas novas profissões no vasto mercado jurídico, é óbvio que ainda há diversas outras ocupações que vêm ganhando espaço nos últimos anos, algumas delas com alto grau de rentabilidade e que estarão cada vez mais presentes no futuro. Por conta disso, mais adiante falaremos sobre Legal Growth Hacking e Legal Design, que estão transformando a forma que enxergamos contratos, negócios e o acesso aos mecanismos que têm a intenção de assegurar um ambiente juridicamente saudável para todos.

Fiquem Ligados e até a próxima!

Escrito por Vitor Vidal